“Atelier, Novela Vertígica”: a expressão da alma e a criação do artista sublime

Autores

  • Mónica Ganhão

Palavras-chave:

Arte, artista, Espírito, matéria, sublime

Resumo

Neste ensaio analisar-se-á o texto de Raul Leal incluído em Orpheu 2, “Atelier, Novela Vertígica”, cotejando-o brevemente com o de Castello de Moraes que deveria ter sido incluído em Orpheu 3, “Névoa”. Discutir-se-ão questões presentes nestas obras como sejam: a cisão entre “eu” e “outro” tão cara aos autores modernistas portugueses; a problematização da expressão artística e de qual o meio artístico ideal para a sublimação da arte; o que é, segundo Leal, a arte e o artista sublimes e superiores. Concluir-se-á que, segundo a obra de Leal, a expressão sublime da arte será aquela que necessitar de menor mediação material e que transmitir, por isso, a espiritualidade, a alma de forma mais pura. Já o artista sublime será aquele que conseguir criar e sentir essa arte da forma mais espiritualizada possível, tornando-se a si próprio e à sua vida arte em si.

Biografia do Autor

  • Mónica Ganhão

    é licenciada em Artes e Humanidades (com Major em Estudos Portugueses, um Minor em Estudos Ingleses e outro em Estudos Norte-Americanos) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e é presentemente mestranda em Estudos Românicos, com especialização em Literatura Portuguesa, na mesma instituição. Os seus interesses incluem literatura e cultura portuguesas, literatura inglesa e literatura e cultura norte-americanas.

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Publicado

31-10-2015

Edição

Secção

Artigos

Como Citar

«“Atelier, Novela Vertígica”: A expressão Da Alma E a criação Do Artista Sublime». 2015. Estrema: Revista Interdisciplinar De Humanidades 1 (7): 26. https://estrema.letras.ulisboa.pt/ojs/index.php/estrema/article/view/67.