Sobre a Revista

A estrema: revista interdisciplinar de humanidades é uma revista digital e de livre acesso do Centro de Estudos Comparatistas (CEComp) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) que visa proporcionar uma plataforma de publicação, divulgação e debate académicos a todos os alunos do ensino superior nacional ou estrangeiro, bem como de outros autores interessados. A interdisciplinaridade coloca a estrema nas intersecções e limiares das Humanidades, onde novas fronteiras científicas emergem através da metodologia comparatista. Assim, serão admitidos trabalhos que tratem de temas e/ou objectos culturais ou artísticos que estejam em diálogo com as Humanidades. Todos os artigos publicados são sujeitos a um processo de dupla arbitragem científica anónima por pares.

Número Atual

Vol. 2 N.º 1 (2022): Elogios da Sombra
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A Equipa editorial da estrema: revista interdisciplinar de humanidades tem o prazer de apresentar o presente número, o primeiro da segunda série da revista, no ano em que esta celebra o seu décimo segundo aniversário.

A estrema congregou, ao longo da sua primeira década (2010-2020), dezenas de vozes multímodas, graças à dedicação e engenho de muitos actuais e antigos colaboradores. Foi, e assim se mantém, uma revista gerida por estudantes e direccionada a estudantes das mais diversas áreas de saber, privilegiando a diversidade temática dos artigos que convoca e reúne, sempre num espírito comparatista. Após alguns anos de sombria inactividade, com recursos materiais contidos e em plena adaptação a um mundo pandémico, a Equipa propôs, para o primeiro número da Série II, uma reflexão sobre a sombra. O segundo número da série, com publicação prevista para o Verão de 2022, será dedicado a uma reflexão sobre a luz, seu par e contraste. Do desafio que lançámos nesta primeira chamada-para-trabalhos, resultou a presente selecção de sete ensaios vindos de diversas áreas do pensamento contemporâneo.

Querendo, por um lado, invocar o paralelo simbólico entre o nosso arco temático e o renascimento da estrema, foi também nosso objectivo provocar uma reflexão que, embebida de vontade crítica e fôlego comparatista, pensasse e desafiasse os próprios limites disciplinares pré-concebidos das Humanidades. O desafio foi partir daquilo que se revelou não um díptico (sombra/luz), mas o percurso interpretativo de um fio temático nas suas variações entre as possibilidades de sentido que balizam o espectro da nossa escolha editorial.

Por fim, mas não menos relevante, não podíamos deixar passar sem pesar o ocaso da luz de Lourdes Castro (1930-2022), uma mestre das sombras, à memória de quem dedicamos este elogio.

Publicado: 13-07-2022
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